A ansiedade faz parte da vida, mas quando começa a afetar nosso bem-estar, merece atenção. A rotina corrida, desentendimentos familiares e conflitos no trabalho podem ser alguns gatilhos para a ansiedade.
Sentir preocupação é normal. Isso se torna um problema quando começa a atrapalhar seu bem-estar e qualidade de vida por ser muito intenso.

- Quais são os sinais que indicam que a ansiedade está passando do normal e precisa de acompanhamento?
“Quando percebemos os sintomas ansiosos com mais intensidade, se apresentando com muita frequência e principalmente atrapalhando nas nossas atividades diárias, precisamos avaliar a necessidade de iniciar um acompanhamento.
Sintomas como: pensamentos antecipatórios, muito negativos e catastróficos; respiração ofegante, palpitações e sensação de nervosismo persistentes. São um alerta para perceber que a ansiedade está passando do normal.”
- O que posso fazer no dia a dia para aliviar crises de ansiedade ou prevenir que aconteçam?
- Procure um lugar mais tranquilo, sem muito barulho e inicie um processo de respiração diafragmática, inspirando profundamente pelo nariz e expirando pela boca.
- Tente se ancorar com o presente, buscando nomear ao menos 5 objetos ao seu redor.
- Você pode ainda tirar o foco dos pensamentos ansiosos, ligando para uma amigo ou familiar, ouvindo uma música ou fazendo alguma atividade manual.
Lembre-se: a crise pode ser assustadora, mas ela passa e é inofensiva.
Manter uma rotina com atividade física, com uma boa higiene do sono pode nos ajudar a evitar crises ansiosas no nosso dia a dia.”
- Como diferenciar ansiedade de outros problemas emocionais, como estresse ou depressão?
“A ansiedade é caracterizada por esse padrão excessivo de preocupação e medo. A pessoa ansiosa se preocupa constantemente com o futuro e vive sempre com uma sensação de estar em alerta para situações ruins.
Contudo, sabemos que as questões emocionais podem se confundir ou podemos apresentar sintomas de mais de um problema psicológico.
Se você quer entender melhor os seus sintomas e acima de tudo tratá-los, busque uma avaliação com um profissional da saúde mental.”



